O peso do paciente interfere diretamente na segurança da cirurgia plástica e também no resultado final. É por isso que, em algumas situações, precisamos pedir que a paciente emagreça, ganhe peso ou fique atenta para evitar um ganho de peso expressivo antes do procedimento e depois dele. 
Tive uma paciente que, entre a consulta de avaliação e o dia da sua lipoaspiração, ganhou 13 quilos. Ela relaxou com a dieta e comeu excessivamente, pensando que a cirurgia fosse capaz de resolver o problema e, portanto, essa mudança corporal não faria diferença.
Nesse caso, além de mudar os nossos planos para o procedimento (afinal, foi necessário aspirar mais gordura do que o planejado, o que interfere, inclusive, na duração da cirurgia), o resultado final poderia ficar comprometido: quando ganhamos gordura, o tecido adiposo se distribui por todo o corpo e não só nas regiões a serem aspiradas.  
Um outro momento importante para comer com atenção é o pós-operatório. Algumas pacientes passam pela lipoaspiração ou lipoescultura e, depois de atravessar o período de recuperação, sentem que o procedimento não deu resultado. Na maioria dos casos, isso ocorre porque elas engordaram no pós-operatório

Excesso de peso traz traz riscos para a cirurgia plástica

A cirurgia plástica é eletiva e deve sempre ter como prioridade a saúde do paciente, motivo pelo qual, na maioria dos casos, cirurgiões plásticos não realizam esse tipo de procedimento em pacientes com obesidade. 
Afinal, para além de comprometer os resultados estéticos da paciente, o excesso de peso oferece riscos para qualquer tipo de cirurgia, como problemas com a anestesia, inflamação, infecções e dor pós-operatória. 
Para compreendermos quais são os riscos reais de cada paciente, vamos utilizar alguns parâmetros como o IMC (Índice de Massa Corporal) e todos os exames solicitados antes da cirurgia. Eles são grandes indicativos de como vai a saúde da pessoa, mas, ainda que os resultados sejam positivos, não podemos ignorar um IMC elevado.
Tudo isso é explicado durante a consulta de avaliação e, se for necessário, recomendo à paciente a perda de peso até a data da cirurgia. Se a pessoa já estiver numa jornada de emagrecimento, dependendo do tipo de procedimento, recomendo só operar quando o peso estiver estável. 

Peso baixo e dieta restritiva também são problemas 

Os cuidados também são necessários para quem está abaixo do peso ideal. Muitos riscos estão associados à realização de cirurgias plásticas em pacientes com IMC abaixo de 18,5, que indica magreza excessiva para as mulheres. 
Sei que algumas pacientes são naturalmente muito magras e, por isso, sempre avaliamos caso a caso com muita cautela. Entretanto, não posso deixar de apontar o fato de que muitas mulheres vivem fazendo dietas restritivas para manter um peso e aparência que não é natural para o seu biotipo. 
Dietas restritivas causam má nutrição e enfraquecem o corpo como um todo, causando um desequilíbrio eletrolítico e enfraquecimento muscular que podem comprometer o funcionamento de órgãos vitais, como o coração. 
Isso traz muitos riscos para qualquer tipo de cirurgia e ainda compromete o pós-operatório, em que o corpo já estará se recuperando de um trauma e por isso precisa estar com todos os nutrientes e estoque de energia em dia. 
Ou seja, todas essas orientações envolvendo o peso da paciente, seja ele excessivo ou não, fazem parte de uma série de medidas que tomamos para que a cirurgia plástica seja segura e ofereça, sempre, os melhores resultados para a paciente. 
Meu objetivo, como cirurgião, sempre será ajudar o paciente a se sentir melhor consigo mesmo, mas nunca às custas de sua saúde! 
 
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